Razão e Sensibilidade Jane Austen / Roberto Leal Ferreira

Finalmente fiz a leitura de um clássico este ano.Publicado em 1811 Razão e Sensibilidade foi o primeiro romance de Jane Austen e logo recebeu reconhecimento do publico. Comprei a edição a Editora Martin Claret especial que reúne mais duas grandes obras da autora: Orgulho e Preconceito e Persuasão. De inicio iria ler todas as histórias para então trazer uma resenha geral sobre o livro, mas diante da experiencia maravilhosa que vivi ao ler Razão e Sensibilidade, não tive coragem de fazer uma resenha tão superficial assim. Razão e Sensibilidade é apaixonante não só pela beleza da capa e das páginas, mas principalmente pela beleza do amor puro e verdadeiro que Jane Austen naturalmente transmite a cada capitulo escrita aqui.

Sinopse: Razão e Sensibilidade –  Jane Austen

Resenha de Razão e Sensibilidade de Jane AusteEste foi o primeiro romance de Jane Austen. Publicado em 1811, logo recebeu reconhecimento do público. Razão e Sensibilidade é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos em busca por um final feliz.

Categoria: Romance| Páginas: 233|Editora: Martin Claret |Classificação 5/5 ❤

Resenha de Razão e Sensibilidade de Jane AusteRazão e Sensibilidade traz a história de Elinor e Marianne Dashwood, irmãs que encontram muitos obstáculos no caminho do amor verdadeiro. Tal como em Orgulho e Preconceito ,segunda parte deste especial. O título Razão e Sensibilidade é significativo. Elinor, a mais velha das irmãs, é governada pela razão, mas enquanto leitores percebemos o quanto é difícil para ela manter sua fachada calma às vezes. Ela não é dada a grandes espetáculos de emoção ou paixão, já Marianne com seus 17 anos representa a sensibilidade, pois vive a base de dramas e grandes expressões de emoção.

A história começa com a morte do Sr. Henry Dashwood, pai de Elinor e Marianne. Logo, seu meio-irmão e sua esposa descem a Norland Park, a propriedade da família, e assumem o lugar. O Sr. Dashwood esperava providenciar o bem para sua segunda esposa e suas três filhas (Elinor e Marianne têm uma irmã mais nova, Margaret), sendo que seu filho John já era rico de uma herança de sua mãe, além de ter feito um bom casamento. Mas a propriedade foi transferida para o Sr. Dashwood de tal forma que ele não conseguiu deixar a ninguém além de seu filho John, e, como alternativa, ele pediu a John no leito da morte para cuidar dos interesses de sua madrasta e irmãs. Isso leva a uma conversa bastante hilária entre John e sua esposa, onde ambos se mostram mesquinhos e egoístas.

“Talvez, então, seria melhor para todas as partes se a soma fosse diminuída a metade. Quinhentas libras seriam um aumento prodigioso para suas fortunas!”

“Oh! além de tudo ótimo! O que o irmão na terra faria metade tanto para suas irmãs, mesmo que realmente fossem suas irmãs! E como é – apenas metade do sangue! – Mas você tem um espírito tão generoso!”

Logo eles decidiram que esse “espírito generoso” só exige que ajudem as damas a encontrar um lugar adequado para se mudar, e nada mais. Na opinião da Sra. John Dashwood, a mudança deve acontecer cedo, pois está preocupada com a conexão que se forma entre Elinor e seu irmão, Edward Ferrars, que é um visitante freqüente em Norland. O Sr. Ferrars é o filho mais velho de uma família rica e sua irmã e mãe têm grandes planos para ele que não incluem uma não-entidade silenciosa e modesta, como Elinor.

Resenha de Razão e Sensibilidade de Jane AusteMarianne também desaprova o crescente carinho entre Elinor e Edward por razões inteiramente diferentes: ela enxerga Edward Ferrars como um home frio sem paixão e não consegue entender a atração que Elinor sente por ele. Marianne não está apenas preparada para ser emocional e dramática; ela não gosta e desconfia de quem não se entrega inteiramente a seus sentimentos.

Em breve, a viúva Dashwood e suas filhas recebem uma oferta irrecusável de um parente distante em Devonshire: uma casa de campo confortável e acessível perto da propriedade relativa. Eles deixaram Norland com algum arrependimento (tem sido seu lar por um bom tempo, afinal) e embarcam em sua nova vida.

Uma vez instalados em Devonshire, as irmãs Dashwood encontram um verdadeiro grupo de pessoas novas, muitas delas muito divertidas: Sir John Middleton, seu benfeitor alegre e simpático; sua esposa, que não pensa em nada além de seus filhos, e a Sra. Jennings, a mãe da esposa,uma senhora vulgar e fofoqueira, mas com um inesperado coração de ouro. Eles também conhecem vários senhores elegíveis: o coronel Brandon, um amigo da Middleton que se interessa por Marianne (um interesse não retornado porque achou que ele é ainda mais um bastão seco do que Edward Ferrars) e John Willoughby, um jovem bonito aventureiro pelo qual Marianne se apaixona perdidamente.

IMG_5409Vários acontecimentos surgem no enredo de Razão e Sensibilidade e nem mencionei vários personagens maiores e menores que compõe a história, nem mesmo me aprofundei muito na história, pois não quero trazer grandes revelações. Basta dizer que há vários revezes para os romances de Elinor e Marianne. A história eventualmente se move para Londres e ambas as irmãs sofrem grandes decepções antes de encontrarem seu Sr. Direito.

Confesso que no inicio da leitura estranhei a linguagem do livro, que mesmo estando adaptada para a linguagem atual carrega traços de um livro de época, que por muitas vezes tornou a companhia de um dicionário indispensável na hora da leitura, mas logo me acostumei. A obra foi muito bem escrita, porem é dura e árdua, típica dos romances de época. Impressionei-me como Jane Austen foi capaz de relatar o amor de forma tão intensa sem trazer nenhum resquício de sensualidade ao livro e mesmo assim deixar claro ao leitor que se trata de um romance adulto. Os personagens são cativantes e muito bem construídos, mostram claramente como era a sociedade daquele século, movida pelo interesse e em busca de poder e títulos.

Uma critica sobre o livro seria sensação de apreensão sobre a resolução de um dos romances (eu não quero dizer mais por medo de estragar a surpresa da leitura de alguém) e uma dificuldade ocasional com a escrita antiga, que apresentava as mesmas frases longas e indiretas com as quais eu tendia a me perder e ter que reler tudo novamente para entender o que os personagens queriam transmitir. Ainda assim, sinto tal sensação de triunfo e prazer por poder dizer que amei ler Razão e Sensibilidade. Lerei agora Orgulho e Preconceito, apesar de já conhecer a história das adaptações do cinema, que bom que sempre há algo a mais nos livros.

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Matilda Natália
escrito por Matilda Natália
Meu nome é Natália, tenho vinte e poucos anos, apaixonada por livros, filmes, moda, series, animais e todas as coisas relacionadas Once Upon A Time.